CT do <i>Millenium</i> aceita censura
Comunicados da Comissão de Trabalhadores do Millenium BCP são distribuídos após serem examinados pela administração do banco e alterados de acordo com as sugestões patronais – revelaram as Listas Unitárias. Com representação minoritária na CT, as Listas Unitárias divulgaram segunda-feira uma informação aos trabalhadores, dando nota da sua «discordância e insatisfação com o relacionamento que se vem instituindo entre a CT e a nova administração».
No documento são referidos, concretamente, os comunicados a propósito das reuniões com a administração, que «chegam aos destinatários como sendo da responsabilidade exclusiva da CT», mas «têm um processo produtivo bem diferente». Esses comunicados, «após serem examinados pela administração, são devolvidos à CT com sugestões de alterações» e a maioria «aceita esta prática censória», com votos contrários apenas dos eleitos unitários.
As Listas Unitárias no Millenium BCP «denunciam esta situação, não pactuando com o embuste servido aos trabalhadores em forma de comunicados», contrapõem que «mais sério seria carimbarem esses textos como “comunicados visados” ou“comunicados conjuntos”» e «expressam a sua discordância inequívoca com a aceitação submissa, por parte da maioria da CT, desta prática inaceitável e que configura uma intromissão da administração em documentos que apenas vinculam a CT» A não ser posto cobro a esta prática, fica a CT transformada em «mais um veículo de informação da entidade patronal», protestam as Listas Unitárias.
Tais «práticas de submissão e passividade», considera-se no comunicado, «retiram a independência à CT». Aqui, os eleitos unitários propuseram «uma, duas, três vezes» que fossem rejeitadas as alterações propostas pela administração. Além de imporem a aceitação das sugestões, «os elementos que governam a CT impediram a discussão deste assunto com a administração».
Para as Listas Unitárias, esta atitude da CT «é objectivamente lesiva dos direitos e interesses dos trabalhadores», especialmente no momento em que sobre estes se abatem as primeiras consequências da crise no BCP, visíveis nas recentes posições da nova administração em relação à actualização salarial e à distribuição de lucros. «Apesar de alheios a essa crise, os trabalhadores estão seguramente a pagar as reformas milionárias e os “prémios” de saída de ex-administradores, esses sim com responsabilidades inegáveis na crise do banco», afirma-se no comunicado, que defende «uma posição de luta contra políticas remuneratórias imorais» e «de exigência de apuramento de responsabilidades».
Além da nova administração não dar sinais de demarcação com o passado, sucede ainda que «a mesma CT, que se auto-silenciou em relação a toda uma série de acontecimentos do ano de 2007 no BCP, apresenta-se agora subserviente às solicitações da administração», o que merece a reprovação das Listas Unitárias.
No documento são referidos, concretamente, os comunicados a propósito das reuniões com a administração, que «chegam aos destinatários como sendo da responsabilidade exclusiva da CT», mas «têm um processo produtivo bem diferente». Esses comunicados, «após serem examinados pela administração, são devolvidos à CT com sugestões de alterações» e a maioria «aceita esta prática censória», com votos contrários apenas dos eleitos unitários.
As Listas Unitárias no Millenium BCP «denunciam esta situação, não pactuando com o embuste servido aos trabalhadores em forma de comunicados», contrapõem que «mais sério seria carimbarem esses textos como “comunicados visados” ou“comunicados conjuntos”» e «expressam a sua discordância inequívoca com a aceitação submissa, por parte da maioria da CT, desta prática inaceitável e que configura uma intromissão da administração em documentos que apenas vinculam a CT» A não ser posto cobro a esta prática, fica a CT transformada em «mais um veículo de informação da entidade patronal», protestam as Listas Unitárias.
Tais «práticas de submissão e passividade», considera-se no comunicado, «retiram a independência à CT». Aqui, os eleitos unitários propuseram «uma, duas, três vezes» que fossem rejeitadas as alterações propostas pela administração. Além de imporem a aceitação das sugestões, «os elementos que governam a CT impediram a discussão deste assunto com a administração».
Para as Listas Unitárias, esta atitude da CT «é objectivamente lesiva dos direitos e interesses dos trabalhadores», especialmente no momento em que sobre estes se abatem as primeiras consequências da crise no BCP, visíveis nas recentes posições da nova administração em relação à actualização salarial e à distribuição de lucros. «Apesar de alheios a essa crise, os trabalhadores estão seguramente a pagar as reformas milionárias e os “prémios” de saída de ex-administradores, esses sim com responsabilidades inegáveis na crise do banco», afirma-se no comunicado, que defende «uma posição de luta contra políticas remuneratórias imorais» e «de exigência de apuramento de responsabilidades».
Além da nova administração não dar sinais de demarcação com o passado, sucede ainda que «a mesma CT, que se auto-silenciou em relação a toda uma série de acontecimentos do ano de 2007 no BCP, apresenta-se agora subserviente às solicitações da administração», o que merece a reprovação das Listas Unitárias.